domingo, 7 de junho de 2009

O dia em que estive a beira da locura


Cheguei bem próximo de me jogar e me entregar totalmente à ela, quando senti uma mão segurando a minha e uma voz que sussurrava em meu ouvido, não entendia ao certo o que essa voz me dizia, mas era confortante, e me fazia regressar saindo de perto da beira daquele abismo de insanidade, procurei saber quem dizia tais palavras, e quem segurava com tanta ternura minha mão, vi um anjo, carregava asas, mas tinha as roupas rasgadas, e com vestígios de barro, tinha a face arranhada, e as mãos machucadas como se tivesse feito um grande esforço para cavar uma valeta, quando pensei em perguntar algo, o anjo pediu para que eu apenas o escutasse, iniciando assim as seguintes palavras: "você que não sabe o que faz ou o que diz, me arrancou de dentro de você e me enterrou como se eu fosse inútil ou descartável. Assim a loucura pode se expandir e por fim tomar conta do seu interior, e isso porque? Por que achou que o mundo não te aceitaria como você realmente é? ou por ter vergonha de ser você mesma? Ou medo de amar quem você ama?! Seja qual for a sua resposta, tenho que lhe dizer que é insano, e que deve parar e pensar no que fez". Quando o anjo deu uma pausa pude perguntar seu nome ao menos, e ele me respondeu com mais uma série de palavras:"sou aquele que você enterrou, e que jurou que jamais veria ou aceitaria novamente na sua vida, aquele que morava em você e que você arrancou por medo, vergonha ou simplesmente burrice, meu nome?: AMOR. Voltei aqui só pelo pingo de sentimento que ainda sente por você mesma, e pra perguntar se quer realmente se jogar neste abismo entregando-se assim a insanidade, a crueldade, consigo mesma? se for isso mesmo oque você quer vou te deixar em "paz" para ir só, e vou voltar para o lugar horrível onde você me deixou, mas pense bem, junto comigo irão pessoas que não merece, pessoas que só queria o seu bem, pessoas que sempre estiveram do seu lado ainda que você não as visse." e com aquelas palavras me encontrei entregue a um choro ta qual uma criança, e então percebi que o pranto não era de tristeza ou de angústia era alegria, de saber que ainda restava um pouco (quase que nada) de amor dentro de mim, e que eu poderia amar e voltar a ser feliz, amando a menina que eu amava e que sempre me amou, antes de eu me deparar com o mundo e sentir a fúria dele, antes de eu me entregar para a solidão, porque o "mundo" disse que o que eu queria estava errado, NÃO! errados estavam eles, e vi também que ELA estava sempre ali me ajudando e esperando eu voltar e aprender a enxergar que eu é quem sei oque é bom para mim... sem me importar com oque o mundo vai dizer!

Um comentário:

  1. Vc ñ tem noção do errO ki comete escondendO issO do mUndo!Queria eO ter o dom que vc tem, e demostrar meus sentimentOos dessa maneira.!

    MuitO xiqê...hauhauahu

    BjÔooo

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